TARA PERDIDA

+ BOCA DOCE

26 Fev 2016
Abertura de Portas: 21h00
Início: 22h00
Entrada: 13,90€ Novo CD

TARA PERDIDA

Data de início
Fundada – 10 de Junho de 1995
Género
Punk Rock
Membros da banda
Tiago Afonso (Voz)
Rui Costa Ruka (Guitarra, Voz)
Tiago Felgueiras Ganso (Guitarra, Voz)
Pedro Rosario Kistos (Bateria)
Alexandre Morais (Baixo)
Naturalidade
Lisboa
Companhia discográfica
Sony Music, Portugal
Breve descrição
Página Facebook Oficial dos Tara Perdida
Biografia
A génese dos Tara Perdida remonta ao ano de 1995 – mais precisamente ao dia 10 de Junho de 1995. Foi exactamente no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que os músicos se juntaram pela primeira vez no bairro de Alvalade para um primeiro ensaio. De um lado, o baixista Cró e o vocalista/guitarrista João Ribas cheios de vontade de embarcar numa nova aventura musical. De outro, o guitarrista Ruka e o baterista Orélio, à procura dos músicos certos para concretizarem as ideias que já tinham desenvolvido em conjunto. Uma enorme paixão pelo punk/hardcore e uma vontade incessante de tocar uniram os quatro músicos, no lugar e na altura certas.

A 17 de Novembro do mesmo ano, uns escassos cinco meses depois, a banda dá o seu primeiro concerto no G. Dramático Ramiro José. A jogar em casa, as reacções não se fizeram esperar e, desde essa primeira actuação ao vivo, nunca mais voltaram a olhar para trás. Alternando a escrita de canções com mais alguns espectáculos, os Tara Perdida assinam o primeiro contrato discográfico no início de 1996, entrando em estúdio para a gravação disco de estreia no mês de Abril. É precisamente nesta altura, já com a banda em estúdio e a meio do processo de gravação, que se dá a primeira alteração no seu seio – Cró decide abandonar o projecto e é rapidamente substituido por Jaime. Antecedido por uma memorável actuação no mítico festival Vilar de Mouros, «Tara Perdida» chega aos escaparates em Novembro e é alvo de uma aceitação bastante calorosa por parte do público.

Numa altura em que o cenário rock nacional estava desesperadamente a precisar de um valente abanão, a atitude contestatária e enérgica de temas como «Isto Não Vai Melhorar», «Feia» ou «Até M’Embebedar» tiveram precisamente o efeito que se pretendia e permitiram-lhes passar a primeira parte do ano seguinte a tocar pelo país e a partilhar palcos com bandas internacionais tão conhecidas como NOFX, Ratos de Porão e Exploited.

Sem perder muito tempo, os quatro músicos voltam a entrar em estúdio e – entre Maio e Junho de 1998 – registam o segundo álbum, interrompendo o processo de gravação para actuar nos Coliseus de Lisboa e Porto como “banda de suporte” dos norte-americanos The Offspring. «Só Não Vê Quem Não Quer» é editado em Outubro de 1998 e o grupo parte novamente para a estrada, onde se mantém estoicamente durante quase um ano – o ponto alto desta digressão acaba por ser a primeira (e até à data única) aparição dos Tara Perdida fora do país, com uma actuação no festival C’Rock Note em França.

Face à perspectiva de terem de embrenhar-se no processo de composição do terceiro disco – que, no universo do rock é habitualmente visto como aquele que pode fazer triunfar ou quebrar uma banda – os músicos depararam-se subitamente com um impasse. Aparentemente esgotados pelo rigoroso nível de actividade a que se tinham submetido até então, decidiram abrandar por uns tempos e usaram essa pausa para repensar a sua estratégia de ataque.

A solução para o bloqueio criativo que estavam a atravessar na altura passou pela entrada de Ganso para os Tara Perdida, em Novembro de 1999. Amigo de longa data dos restantes elementos, apoiante da banda e excelente compositor, o guitarrista acabou por revelar-se uma peça-chave durante os anos de 2000 e 2001 – que, embora com alguns concertos pelo meio, foram passados basicamente a criar novos temas e a arranjar um sítio fixo para ensaiar. Em Março 2001 Orélio deixa a banda, sendo substituido por Kistos.

Com uma formação renovada – João Ribas na voz, Ruka e Ganso nas guitarras, Jaime no baixo e Kistos na bateria – começam finalmente a gravar o terceiro longa-duração em Fevereiro de 2002. As sessões de captação dividem-se entre os estúdios MB (no Porto) e BEBOP (em Lisboa), dando início a uma saudável colaboração com o produtor Cajó (conhecido pela sua associação a nomes como Xutos & Pontapés ou Sérgio Godinho). «É Assim» é editado em Junho de 2002 e, desde logo, aclamado como o melhor registo dos Tara Perdida até então.

A sensibilidade melódica de Ganso, a versatilidade rítmica de Kistos e uma atitude um pouco mais descontraída ajudaram a alargar a base de seguidores do grupo e transformaram canções como «Nasci Hoje», «Criar Soluções», «Desalinhado» e «30 Dias» em verdadeiros hinos. Com uma ainda maior coesão em palco e com o carismático João Ribas mais liberto e à-vontade na posição de frontman, os anos de 2003 e 2004 transformam-se num dos períodos de maior actividade para banda no que toca a actuações ao vivo. O ano de 2004 ficou marcado também pela inclusão de um inédito, com o título «Não Vou Mentir», na colectânea «Rock n’ Riots» e por mais um abalo no colectivo – Kistos abandona e Rodrigo ocupa o lugar deixado atrás do kit de bateria.

2005 marca o décimo aniversário dos Tara Perdida e a edição de um novo disco. Em Janeiro desse ano o quinteto regressa aos estúdios MB e BEPOP, contando outra vez com a produção de Cajó, para a gravação do sucessor de «É Assim». A edição de «Lambe-Botas», em Abril, é assinalada com três concertos de arromba – primeiro no Porto, depois em Lisboa e, finalmente, em Faro. Aproximando-se à perfeição da fórmula explorada do seu predecessor, o novo disco permitiu ao grupo voar ainda mais alto e participar em eventos como o SBSR 2005 e, já no ano seguinte, Rock In Rio Lisboa, Vans Club Tour e Jurassic Summer Fest.

2006 acabou por revelar-se o ano mais produtivo de sempre para a banda, que deu cerca de 40 concertos por todo o país e provou que – uma década depois de ter começado a escrever os primeiros temas – estava no auge da sua forma. Ainda antes do final do ano gravaram o seu primeiro DVD, perante uma Incrível Almadense a rebentar pelas costuras. Numa altura em que a palavra “culto” é facilmente confundida com a quantidade de ficheiros mp3 armazenados no disco rígido de um computador ou de “amigos” numa conta de MySpace, os Tara Perdida mostram que ainda é possível construir uma carreira tendo como base a lealdade dos seus seguidores e a relação de proximidade que mantêm com eles.

Três anos após a edição do muito bem sucedido «Lambe-Botas» e de um dos períodos mais prolíferos da sua carreira no que toca a actividade ao vivo, os Tara Perdida voltam finalmente à carga com um novo registo de originais. «Nada a Esconder» é o quinto álbum assinado pelo quinteto lisboeta, assinala a sua união à multinacional Universal Music e, acima de tudo, reforça a ideia de que a banda continua a ser tão relevante como quando se formou.
Localização atual
Lisboa
Diretor-geral
Tara Perdida
Artistas de quem também gostamos
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Principalmente o Mundo à nossa volta e experiência de vida.

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